Patinação Artística

Minha história com a Patinação Artística

Apesar do título, a minha história com a patinação artística mesmo é recentíssima. Eu sempre amei, sempre achei lindo tanto patinação sobre rodas quanto no gelo. A primeira profissão que eu quis seguir (nisso eu tinha uns 4 ou 5 anos) era ser aquelas moças que trabalham de patins no Carrefour (JURO!). Me emocionei todas as vezes que assisti ao Disney On Ice, babando nos movimentos dos patinadores e desejando poder fazer algo semelhante um dia.

O primeiro contato que eu tive com patins foi com um inline (aqui a gente chama de roller, não sei se é igual em todo o Brasil). Eu tinha 11 ou 12 anos, peguei emprestado o roller de uma prima, coloquei no pé e saí andando. Foi incrível! Óbvio que não fiz nenhuma manobra, mas só de poder deslizar naquelas rodinhas foi uma sensação indescritível de liberdade! O mais inacreditável pra mim é que todos os outros que tentavam só colocavam o roller e davam alguns passinhos tímidos ou já caíam no chão, só eu consegui colocar e sair andando. Isso para uma criança arrogante e fragilizada (eu tinha acabado de perder meu avô então essa conquista foi a primeira coisa boa que me aconteceu depois do ocorrido) foi uma das melhores sensações da minha vida! Óbvio que eu não sosseguei enquanto não ganhei meu próprio roller.

Mas mesmo assim nunca fiz grandes manobras, até porque pra mim o roller era um “quebra galho”. Eu queria mesmo era um patins quad (igual ao das moças do Carrefour). Pra mim, inline era sinônimo de manobras radicais na rua, enquanto o quad era igual a elegância da patinação artística. Continuei com esse sonho distante. Assisti Ice Princess (Sonhos no Gelo, em português) umas dez mil vezes e arriscava alguns movimentos no roller mesmo. Fui para Gramado algumas vezes e tive a oportunidade de patinar no gelo lá (acredite se quiser, patinar no gelo é mais fácil do que andar de roller!) e isso foi a realização de um grande sonho da minha vida! – Meu próximo sonho é fazer alguns passinhos sobre o gelo, mas uma coisa de cada vez, né. Vamos com calma, Amandita.

Just love it!! #snow #snowland #iceskating #girl #movie

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Mas voltando à minha linda história, quando eu tinha uns 15 anos descobri que na minha cidade tinha uma escola de patinação artística!!! Surtei, né?!?! Mas aí… alegria de pobre dura pouco. A escola só tinha aulas às 7h da noite e eu estava cursando o ensino médio na época, em uma escola que só tinha aulas também no turno noturno. Deixei o assunto de lado, afinal, não adiantava ficar chorando por causa disso… até que um dia era feriado na minha escola (o colégio ficava em outra cidade, era feriado pela padroeira da cidade) o que significava que eu poderia ir um dia na patinação, só para fazer uma aula experimental e ver como era.

Eu fui! Lógico!!! Coloquei os patins nos pés e estranhei um pouco (o seu centro de equilíbrio é um pouco diferente do roller, mas a maior diferença é o freio: no inline ele fica atrás, no quad fica na frente – se você tentar frear usando a parte de trás de um quad você vai cair de bunda no chão!) mas logo a estranheza inicial passou e eu peguei o jeito, saí deslizando como se já fizesse aquilo há meses. A professora me passou alguns movimentos (carrinho, quatro e anjo, pelo que eu me lembro) e eu já consegui fazer todos eles sem dificuldade alguma. No final da aula a professora veio falar comigo e disse que eu tinha muito talento e que tinha que continuar – mas eu suspeito que ela fale isso para todas as meninas que fazem aula experimental -. Infelizmente na época eu não pude continuar por causa da escola no mesmo horário, o que me deixou bem triste. Sério, foi de cortar o coração.

Maaaaaas, nesse ano, minha prima Giovana começou a fazer aulas nessa mesma escola! Quando ela me falou eu não pensei duas vezes! Dane-se que agora eu já estou muito velha pra participar de campeonatos, eu só quero me divertir mesmo, não é? Não estou estudando nem trabalhando, então tenho todo o meu tempo livre, logo, porque não? Fui na aula com ela, já me matriculei, comprei o uniforme e aluguei o patins só no primeiro dia – não aguentei, comprei um pra mim! (esse da foto do post) – faz exatamente duas semanas que estou na escola e já sei fazer todos os movimentos do nível principiante (abre e fecha, garça, parada em T, compasso, carrinho com dois pés e com um só também, quatro, salto com os dois pés de frente e de costas, avião, vencer a curva e carrinho saci – ufa!) por isso acho que não vai demorar muito para eu passar para a turma intermediária. Não que eu seja uma super patinadora com um talento nato, eu apenas tenho muito tempo livre e estou muito apaixonada por esse esporte!

Agora, a parte ruim… Porque, como eu já disse, alegria de pobre dura pouco. Na minha terceira aula eu estava fazendo o salto com os dois pés e meu corpo voou pra frente, caí com as palmas das mãos no chão, mas todinho o peso do meu corpo foi para a minha mão esquerda. Na hora eu não conseguia falar de tanta dor, mas passou, então achei que não fosse nada. Voltei pra casa (isso foi no sábado) e na segunda-feira eu ainda estava sentindo dor quando girava o braço, aí fui no médico porque né, a pessoa é irresponsável mas nem tanto. Tirei um raio-x e veio o veredito: fissura na cabeça do rádio. Basicamente isso quer dizer que eu rachei meu cotovelo (a pancada foi no punho, mas ele forçou os ossos do cotovelo). Tive que ficar uma semana com uma tala de gesso e agora estou só com uma faixa. Mas… Ainda estou com muita dor, só que como o meu raio-x hoje já estava bom o médico disse pra eu ficar assim um ou dois dias, se a dor permanecer é pra voltar lá pra fazer uma ressonância e talvez engessar porque pode ter sido algo mais sério que o raio-x não captou. Se você for guerreiro e já leu até aqui, por favor, reze por mim pra que o meu braço pare de doer e eu não precise de nada disso.

Abaixo tem um videozinho que eu pedi pra minha prima gravar de mim patinando no sábado. Fiz um avião, mas ficou bem caidinho. Juro que faço melhor sem o gesso no braço me atrapalhando, hahah.

Tentativa de um avião ✈️ Juro que consigo fazer melhor sem o gesso no braço 😂

Um vídeo publicado por Am (@avacamagra) em

Pronto! Agora vocês já conhecem toda a minha história com a patinação artística! Com o tempo pretendo compartilhar um pouco mais da minha rotina e desse universo que eu tanto amo com vocês, espero que vocês curtam tanto quanto eu! Agora, ainda nesse tema, nesses últimos dias eu tenho pesquisado muito sobre patinação artística e encontrei dois blogs muito bons que preciso aproveitar pra compartilhar com vocês aqui.

Camilla Guerra – Ela é uma fofa! Patina desde pequena e em seu canal no youtube tem até tutoriais ensinando como fazer algumas manobras de patins, eu já estou tentando aprender o corrupio e o salto inglês! Nem preciso dizer que já assisti todos os vídeos, né? Além disso, ela é louca por moda, seus looks são lindos de morrer! Vale o clique.
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Patinando e Cantando – Achei pelo tumblr e logo já corri atrás do blog e das redes sociais. Tem muita informação e inspiração com o tema patinação sobre rodas e no gelo também.
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Espero que vocês tenham gostado da minha história até aqui. Acho que esse post teria ficado muito mais legal se fosse em formato de vídeo. Se você também acha isso, por favor, me dê dinheiro pra comprar uma câmera que filme.

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Amanda Ignis

Meu nome é Amanda Ignis, mas pode me chamar de Am. Sou uma sereia do Atlântico Sul. Filha de Hermes da Lufa-lufa, nasci no Distrito 4, escolhi a Audácia e caço demônios no meu tempo livre.

4 Comentários

    1. Também tenho contato com Inline, Quad e patinação no gelo desde pequena (ou quase isso). Acabei largando a Patinação Artística em Agosto de 2016 por falta de tempo, mas amo. Tenho roller desde os 7, patins desde os 12 e patinei algumas vezes no gelo, mas meus roller ficaram pequenos.
      bjs, post S2.

      1. Amo patinar no gelo!! Pra mim é o mais fácil e fica lindo! Só que nunca patinei sério no gelo, só em gramado, de brincadeira, rsrs.
        Beijos, chuchu ❤️

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